
Presidente do Senado discursou em sessão aberta para análise da intervenção federal na segurança pública do DF. Para ele, último domingo (8) precisa ser superado, mas jamais esquecido.
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O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), condenou nesta terça-feira (10) os atos terroristas provocados por uma "minoria extremista" em Brasília no último domingo (8) e afirmou que os autores serão identificados, investigados e punidos.
O parlamentar deu a declaração na abertura da sessão do Senado em que será votado o decreto do presidente Lula que determinou a intervenção federal na segurança pública do Distrito Federal (veja mais ao final desta reportagem).
Foi a primeira vez que Pacheco fez uma manifestação oral sobre os atos terroristas promovidos por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na capital do país.
Há dois dias, uma minoria bolsonarista radical invadiu e vandalizou os prédios do Palácio do Planalto, do Congresso e do Supremo Tribunal Federal (STF). Os terroristas destruíram vidraças, móveis, obras de arte e outros objetos nos edifícios que sediam os Três Poderes em Brasília.
Em discurso, o presidente do Senado disse que "alguns poucos" quiseram destruir e humilhar as sedes dos Poderes da República.
Em outro momento, o parlamentar afirmou que as instituições brasileiras "são fortes" e que a democracia "prevalecerá".
O presidente do Senado disse também que o dia 8 de janeiro de 2023 precisa ser superado, mas jamais será esquecido.
O congressista afirmou ainda que os ato terroristas não são apenas uma "quebradeira geral" ou depredação do patrimônio público, mas configuram a vontade de uma minoria de "tomar de assalto a democracia brasileira".
"Eu afirmo que essa motivação, este ânimo que foi expressado por uma minoria raivosa e selvagem não vai prevalecer", declarou.
Mais cedo, nesta terça-feira, Pacheco fez uma inspeção das dependências do Congresso vandalizadas pelos bolsonaristas radicais.
A intervenção federal na área de segurança do Distrito Federal foi determinada pelo presidente Lula no dia dos atos terroristas.
A Constituição Federal determina que, decretada a intervenção pelo presidente, a medida precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.
O Congresso estava em recesso, por isso, o presidente do Senado fez uma convocação extraordinária dos parlamentares para analisar a medida tomada por Lula.
O decreto já foi aprovado, em votação simbólica, nesta segunda-feira (9) pela Câmara dos Deputados.

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