"É uma situação muito complicada. É claro que se eu pudesse eu não moraria aqui". A frase é de um homem, que preferiu não se identificar, que vive em situação de rua e mora embaixo do Viaduto do Baldo, na Zona Leste de Natal, com outras famílias.
Ele é uma das cerca de 3 mil pessoas que tem a rua como moradia atualmente na capital potiguar. Esse número era de 400 no início da pandemia, segundo a Secretaria Municipal de Habitação, Regularização Fundiária e Projetos Estruturantes (Seharpe). O crescimento de pessoas nessa situação neste período foi de 650%.
As pessoas em situação de rua se somam a outras famílias que também sofrem com a falta de moradia digna na capital potiguar. Segundo o Governo do RN, a última estimativa do IBGE aponta o déficit habitacional é de cerca de 40 mil moradias em Natal e na Grande Natal.
De acordo com a Seharpe, atualmente 93 mil pessoas estão inscritas em programas habitacionais esperando imóveis na cidade.
Segundo o secretário Tomaz Neto, o maior desafio para resolver o déficit habitacional é falta de local pra construir essas moradias na capital potiguar.
"Os albergues não comportam todo esse povo. Precisa oferecer um programa habitacional para devolver a estas famílias que anteriormente à pandemia tinham moradia e hoje não estão tendo condições de pagar um aluguel, uma moradia", falou.
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